New York Times: A Startup VivaReal aposta no mercado imobiliário da América Latina

05/02/2010

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Enquanto empresas como Trullia e Zillow tentam retomar o crescimento no acirrado mercado imobiliário norte-americano, a nova startup VivaReal está mirando a América Latina, um mercado com grandes perspectivas de crescimento e altas taxas de anunciantes. Desde seu lançamento em maio de 2009 o site da empresa tem atingido a marca de 600 mil visitantes mensais e quase o mesmo número de imóveis listados.

Brian Requarth, CEO, e Thomas Floracks, COO, fundaram a companhia em 2007 com escritórios de desenvolvimento em Bogotá, Colômbia. Foi naquele país que ambos se conheceram em 2005 enquanto renovavam seus vistos. Brian, nativo da Califórnia, trabalhou anteriormente para uma startup de internet na indústria imobiliária e Thomas, de nacionalidade alemã, havia desenvolvido site para várias startups na Alemanha.

Quando perguntados sobre o foco na América Latina os fundadores destacaram dois fatores-chave: 1) Taxas excepcionais de crescimento 2) Altas margens. Em termos de crescimento, a região da América Latina possui 175 milhões de usuários de internet, com um crescimento de 20% ao ano. Além disso o mercado imobiliário possui excelentes projeções de crescimento em vários países, como no Brasil, onde o site da empresa obtém quase metade de suas visitas.

Em termos de margens, por causa da natureza fragmentada do mercado e da falta de um banco de dados centralizado comparável ao Multiple Listing Service (MLS) nos EUA, portais latino-americanos estão cobrando entre US$ 20 a US$ 40 ao mês, isto é várias mais do que é cobrado no mercado estado-unidense. É interessante notar que alguns dos maiores portais imobiliários estão localizados fora dos Estados Unidos (como Alemanha, Austrália), pois a falta de um banco de dados centralizado e oficial tende a produzir altos números de imóveis.

Durante os primeiros meses, a empresa de 14 empregados aumentou seu inventário de imóveis oferecendo anúncios gratuitos. Agora, mais agressiva, começou a cobrar US$ 10 por mês para anúncio individual em algumas cidades, sendo que isso se seguirá nas demais cidades do país.

Em acréscimo ao portal principal, que foi lançado em três línguas (inglês, espanhol e português), o VivaReal lançou sites específicos para 5 países e já desenvolve mais 6 a serem lançados em 2010. Graças aos investimentos feitos para desenvolver a base da companhia e de estratégias para melhorar o resultado das buscas, a empresa está confiante de que pode manter mais de 20% de crescimento em visitas mensais por mais algum tempo.

Embora a empresa tenha um bom desempenho no seu plano de negócios, um desafio-chave na construção de uma marca regional na América Latina será a competição com os portais jáestabelecidos no país. Por exemplo, os concorrentes brasileiros Zap e ImovelWeb estão bem estabelecidos nas principais cidades do país. Por esta razão, o VivaReal está oferecendo preços mais competitivos em anúncios de imóveis, fazendo parcerias com as principais empresas imobiliárias e abrangendo cidades secundárias, além das principais.

Requarth vê o Brasil como um país vital sobre o qual construir o modelo de receita da empresa, por causa da população do Brasil na Internet, que é de 68 milhões de usuários (mais de 30% de todos os usuários na região). Na realidade, empresas como o site Buscapé, que recentemente recebeu um investimento de US$ 342 milhões da empresa Sul Africana Naspers Limited, construíram substanciais negócios de Internet no país. A fim de aproveitar a oportunidade, o VivaReal contratou um administrador para o Brasil, Diego Simon, que fechou acordos com duas das maiores imobiliárias do país, a Lopes Consultoria e a Century 21 Brasil.

Na verdade, se o VivaReal for bem-sucedido na criação de uma marca regional, se tornará parte de um seleto grupo de empresas como Mercado Livre, uma companhia listada na Nasdaq com US$ 1,7 bilhões de capilaridade de mercado, semelhante ao eBay, e OLX, uma startup similar ao Craigslist com US$ 28,5 milhões de financiamento.

O VivaReal captou US$ 1,2 milhões de dólares em 2007, com o “business angel” James Gray, que investiu US$ 600.000. A empresa está começando a crescer suas receitas e projeta que vai alcançar rentabilidade no terceiro trimestre. O VivaReal está considerando a captação de investimentos para acelerar o seu crescimento e financiar o desenvolvimento de iniciativas de negócio adicionais, tais como novos produtos e ofertas de serviços, além de presença forte em países estratégicos.

Esta foi uma tradução do artigo do New York Times datado de 04/02/2010:

http://www.nytimes.com/external/venturebeat/2010/02/04/04venturebeat-startup-vivareal-bets-on-latin-american-real-70003.html

Também publicado no website Deals & More no dia 04/02/2010:

http://venturebeat.com/2010/02/04/startup-vivareal-bets-on-latin-american-real-estate-market/

4 Comentários em “New York Times: A Startup VivaReal aposta no mercado imobiliário da América Latina”

  1. 1 SISP: VivaReal presente mais um ano no maior evento do setor na América Latina | Blog.VivaReal.com.br escreveu às 06:19 de 20/09/2010:

    [...] na feira e pretendem apresentar o VivaReal para o maior número de clientes em potencial. O portal imobiliário de maior crescimento nas américas contará com um espaço exclusivo para atender o público e também demonstrará todas as [...]

  2. 2 AIESEC: Vagas abertas no VivaReal | Blog.VivaReal.com.br escreveu às 19:30 de 07/04/2011:

    [...] New York Times: A startup VivaReal aposta no mercado imobiliário da América Latina [...]

  3. 3 VivaReal contrata: Gerente de Marketing Online | Blog.VivaReal.com.br escreveu às 04:26 de 26/05/2011:

    [...] New York Times: A startup VivaReal aposta no mercado imobiliário da América Latina [...]

  4. 4 VivaReal contrata jornalista em São Paulo | Blog.VivaReal.com.br escreveu às 14:14 de 02/08/2011:

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